A Doença e a Fé - Dr. Carlos Camargo

Muitas vezes reflito sobre o que a religião trouxe a mais à minha formação médica. Primeiro o vasto mundo da leitura dos textos sagrados, do Antigo Testamento: “O mundo das trevas será como a luz do meio dia” (Isaias). Segundo o exemplo real de um homem, Jesus muito solidário, sábio, que conhece o sofrimento, que conhece as pessoas  mesmo simples, que cura as doenças. A cura pelos milagres de Jesus ocorre com a força do Espírito Santo e com a oração, instrumentos diferentes do médico. Diferentes? – O médico também visita doentes a domicilio, senta a beira do leito, conversa e ouve o paciente, convoca a mãe e o pai. O conhecimento que se baseia Jesus trouxe a noção do Sagrado, aquilo que só a justiça permite o culto a oração novamente. Atender um doente muda-se aos poucos para cuidar do doente conhecendo sua razões, suas crises familiares, sua pequenez, seu choro, seus pecados e seu arrependimento. O diagnóstico da doença é só uma etapa inicial do atendimento, a pessoa pode passar a reagir, conhecendo os mecanismos da doença. Pode mudar sua conduta e enfrentá-la com força, mesmo que isso demore. O que aprendemos na Igreja é que a força mais enraizada, mais segura é a confiança no Pai. Esse Pai que Jesus invoca noites seguidas a quem pede opinião em orações longas, em debates solitários enquanto os discípulos dormiam. A oração surge como a arma do cristão, nela debate suas dúvidas e ajoelhado, suplica, interroga os textos sagrados, se purifica em silencio e se aproxima de Deus. “Senhor Jesus Cristo, rende piedade de mim”.

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