Momento de Reflexão Família em Foco – Pastoral Familiar

“Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” (Exupéry, Antoine de Sant) Muito embora o assunto a seguir contraste com o título inicial extraído do livro “O Pequeno Príncipe”, o objetivo é também destacar cuidados com o outro lado da moeda quando tratamos do peso de nossas ações sobre o mundo a nossa volta, e aqui se inclui “atitudes e palavras”. Viver em meio a pessoas requer de cada um, dispêndio de energia para não se submeter em contendas que degradam o relacionamento entre seus membros, constituindo assim a harmonia. A buscar por evitar comentários que possam ferir a imagem de outros, podem nos chamar a melhor conhecer os esforços concentrados de Jesus face aos momentos em que os comentários indesejados formaram palco da sua catequese. Antes, porém, de citar um momento maravilhoso como as lições da bíblia nos convidam a refletir o assunto, gostaria de oferecer a oportunidade de relembrar a prova das peneiras cujo autor é desconhecido. Do texto, podemos tirar a idéia de como matar a onda que muitas vezes bloqueiam e comprimem os indefesos ventos de acordo e entendimento entre pessoas. A busca é fazer do meio em que vivemos um lugar melhor para se prover do bem existente, olhando para nosso interior e nele descobrir a principal fonte de transformação para o mundo poder se beneficiar. O começo da grande conversão está perto, mas tão perto, que se torna melhor enxergá-la se nos colocarmos no lugar do outro, olhar para nós mesmos e assim descobrir que a trave realmente está em lugar que menos esperamos encontrar. Conta-se que Olavo foi transferido de setor na empresa onde era colaborador. Logo no primeiro dia, para fazer média com o novo chefe, saiu-se com esta: Chefe o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que ele… Nem chegou a terminar a frase, o chefe, aparteou: - Espere um pouco, Olavo, o que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras? - Peneiras? Que peneiras, chefe? - A primeira, Olavo, é a da verdade. Você tem certeza que este fato é absolutamente verdadeiro? - Não, não tenho não. - Como posso saber? O que sei, foi o que me contaram… Mas eu acho que… E, novamente Olavo é interrompido pelo chefe. Então sua história já vazou a primeira peneira. Vamos então para a segunda peneira que é a da bondade. - O que você vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito? - Claro que não! Deus me livre, chefe! Diz Olavo assustado após fazer o sinal da cruz. Então!... Continua o chefe, sua história vazou a segunda peneira. Vamos ver a terceira que é a da necessidade. - Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou passá-lo adiante? - Não, chefe! Passando pelo crivo destas peneiras, vi que não sobrou nada do que eu iria contar. Falou Olavo surpreendido e aberto a mudança interior. - Pois é, Olavo! Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras? Educando mais que corrigindo, diz o chefe sorrindo continuando a boa conversa – Da próxima vez em que surgir um boato por aí, submeta-se ao crivo dessas três peneiras: Verdade, Bondade, Necessidade, antes de obedecer ao impulso de passá-lo adiante. Se pessoas inteligentes falam sobre idéias, as comuns falam sobre coisas, e as medíocres, sobre pessoas. Olavo atingiu maturidade de espírito e com o tempo, passou ser orgulho para ele mesmo. Caro amigo Leitor do Esplendor, é prudente o cultivo da paz e dispensável qualquer condição que beneficie a si próprio em detrimento de insucessos de outrem. O homem que arranca de si o bem, lançando a outros, abre em seu coração espaço para que todo resto se multiplique, já a lama, diferentemente, se jogada, no mínimo sujará nossas mãos, podendo sim, manchar a conduta e ferir a alma. Tudo que fazemos, cedo ou tarde volta para nós mesmos, confirmando exatamente a colheita do que plantarmos. Para os filhos da luz, a luta por ser bom, pode até ser lenta (Lc 16,8); a maledicência é devastadora, acelerada, mas, o espírito que prevalece não é o que domina e sim o que resiste com sabedoria e discernimento. Saber calar a discórdia é uma arte, sobretudo, entre irmãos de sangue, sempre que praticá-la, temos que fazê-la de forma sincera e digna, pois de nada adianta afetar concordância no debate e semear a discórdia nos bastidores. A dissimulação e a intriga são indignas de uma pessoa honrada. Cabe a todos nós, pessoas de bem, cultivar os pequenos gestos e perceber as grandes mudanças no convívio social, lembrando sempre que nos tornamos eternos escravos das palavras que saem da nossa boca. O “Momento de Reflexão Família em Foco”, este mês propõe repensar nossa história, buscar alternativas para ampliar os laços familiares com pessoas da nossa convivência, cativar e multiplicar, transformar o mundo ao nosso redor na verdadeira família cristã. Nunca é tarde para ensinar nosso coração dizer somente o que nele tiver de melhor para ser pronunciado. Confiantes do que a convivência com Jesus possa significar em nossa vida, tenha um bom mês, sucesso! - Fontes: Mt 7,1-5; 12-20 / Lc 16,8 / O Pequeno Principe E,Antoine de Sant; As 3 Peneiras, autor desconhecido(adaptada). Jvaete/Jul/2011.

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