Nossa “Regra e Vida” – (IV Capítulo)

Da vida em castidade por causa do Reino de Deus Frei Manoel José (Santa Maria) Esta forma de vida está fundada “nas palavras e nos exemplos de nosso Redentor” (RTOR,14). Portanto, pela criação e redenção ele nos possibilitou viver dessa forma. A castidade que prometemos viver como voto é um sinal de amor e fidelidade ao Senhor “...e não temos outra coisa a fazer, a não ser seguir a vontade do Senhor e agradar-lhe...” (RTOR, 15).
E isto seja manifestado externamente pelas boas obras, ou seja, sejamos castos em tudo aquilo que fizermos, sobretudo ao manifestarmos amor às criaturas, pois para isso fomos chamados pela graça de Deus. Temos como exemplo a ser seguido nossa Mãe, a Virgem Santíssima que viveu e tudo fez para o Senhor, pois ela chamou a si mesma de serva do Senhor. É sempre bom recordar os termos: a) castidade tem a ver com sexualidade que por sua vez é o ser masculino ou feminino: modo de se vestir, de se divertir, de falar, de comer, de se expressar, de se comportar, etc. b) continência tem a ver com genitalidade, esta é o exercício ou uso do genital. A continência é o não uso da genitalidade, seja fora do casamento ou no celibato, portanto, continência tem a ver com celibato. c) o consagrado é casto e célibe. A castidade é uma forma de expressar a sexualidade, vivida e recomendada por Jesus, através de sua “conduta histórica” e pela Igreja em seus mandamentos. Portanto, é para todos. d) o celibato, ao contrário da castidade, é somente para alguns. Jesus diz em Mt. 19,10-12, que existem três classes de celibatários: a) os que nasceram impotentes; b) os que foram feitos pela força da lei dos homens; c) aqueles que livremente se fizeram “por causa do reino dos céus.” Esta terceira classe é a de todos aqueles que por “inspiração do Senhor” foram chamados para amar e servi-lo, segundo este modo de vida. A castidade é um modo de Deus se relacionar com suas criaturas. Apesar da nossa limitação ele deu também a nós a possibilidade de nos relacionarmos do jeito dele. Ser casto é poder contemplar a beleza do Criador em todas as suas criaturas como fez Francisco de Assis.   Frei Manuel José F. Lopes, TOR

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